Você tá brava porque eu não te agradeci.
Na frente de todo mundo.
No microfone. No momento que, segundo você, era simbólico.
Mas e todas as outras vezes?
Quando eu escrevi a personagem pensando em você,
quando eu mudei o roteiro porque você disse que a dor dela não era real?
Quando eu passei noites em claro reescrevendo cena por cena
porque você disse que “a dor precisa ter beleza”?
Isso não conta?
Você quer uma frase com seu nome no final dos créditos
como se isso fosse validação.
Mas e o filme todo?
O filme é você.
É seu vício, sua raiva, sua maneira de me amar quando tá no fundo do poço.
Você queria ouvir “obrigado, Marie”?
Ok: obrigado, Marie.
Mas isso muda alguma coisa?
Ou você só quer ter certeza de que tem poder sobre o que eu crio?
Eu te amo.
Mas eu não vou passar a vida tentando provar isso toda vez que você esquecer.
O que a gente tem… é maior do que um discurso de premiação.
Você sabe disso.
Só não gosta de admitir.
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