Título: Eu que Escolhi!
Você acredita numa coisa dessas? Tudo que eu pedi a Deus veio tudo ao contrário! Tudo ao contrário!Eu passei anos da minha vida orando, jejuando, fazendo novena, batendo ponto nas vigílias, pedindo um homem magro, alto, elegante. Esses homens que penteiam o cabelo pra trás, sabe? Que têm aquele topete que desafia até a gravidade. Todo ajeitadinho, o tipo que parece ter saído de uma capa de revista… Esse tipo de homem!
E tem mais: eu queria cabelo escuro e bem vestido. Não é pedir demais, é? Não tava pedindo príncipe, não…
Pois não é que Deus me ouviu? Ah, ouviu. Só que Ele tem um senso de humor afiado, viu? Porque o que veio… Irmã, o que veio! Me aparece um homem dessa grossura! Dessa grossura! (Abre bem os braços, exagerando a largura.) Ele trabalhava numa casa de recuperação… de recuperação, olha o sinal! Até aí eu já devia ter percebido que não ia ter volta!
Um dia, tô saindo do trabalho, dava aula lá na Carobinha. Eu morava num bairro depois. Cansada, suada, pronta pra pegar meu ônibus. Tô atravessando a rua… Quando, do nada, me vem um homem mancando na minha direção. Mancando! O que que eu penso? vai pedir ajuda! Que nada! Não queria ajuda, Era promessa!
Deus já tinha falado comigo! Falado em sonho, que o meu prometido ia atravessar um rio e que ele ia se dirigir a mim. Um rio! Mas naquela hora, o rio era uma poça d’água, e ele tava atravessando, mancando.
parecia que tava segurando o riso pra não engasgar! E aí eu, como uma boa serva, olhei para o céu e perguntei:
“Senhor… o Senhor disse que me ama, né? E é isso aí que o Senhor tem pra mim?”
E Deus, rápido, sem perder tempo, respondeu na lata:
“Eu que escolhi!”
Eu que escolhi! Irmã, pensa numa luta! Jacó lutou com um anjo pra receber a bênção? Pois eu lutei com o anjo pra não receber! Passei horas em oração tentando negociar:
“Senhor, não tem como trocar? Não tem como esperar outro atravessar o rio? Tá cedo ainda, pode mandar outro!”
Mas Deus é teimoso. Deus é teimoso!
E eu aprendi, viu? Cuidado com o que você pede a Deus… Porque Ele ouve, mas entrega do jeito Dele. Porque no final, Deus não vai te dar o que você quer… Ele vai te dar o que você precisa!
Título: A Metralhadora de Jeová
Gente, vocês não vão acreditar na história que eu vou contar.
Meu amigo, que sempre foi resistente com igreja, apareceu lá em casa num sábado… pedindo pra ir na igreja. Eu já fiquei desconfiado, né? Porque, olha, esse meu amigo… igreja pra ele era só quando passava na novela. Mas eu fiquei feliz, feliz! Porque uma oportunidade de apresentar a fé, a gente não pode desperdiçar!
Só que eu falei logo pra ele:
— Olha, é Assembleia de Deus!
Ele olhou pra mim e disse:
— O que que tem?
Eu, crente educado, respondi:
— Nada!
Eu dei só aquela risada… Quem conhece sabe. Assembleia é bênção, mas o processo… às vezes é forte!
Aí combinei com ele de ir numa quarta-feira, que é o culto da família, coisa leve, tranquila, Jesus operando, crianças correndo no fundo, aleluia pra cá, glória pra lá. Só que, irmão… ELE ERROU O DIA. Em vez de ir na quarta, ele foi na sexta.
(Vira o rosto, olha fixo para o público, sério.)
E o que é sexta-feira na Assembleia, meus irmãos? É o culto da LIBERTAÇÃO. É pra derrubar capeta, destruir encosto, amarrar tudo que é treva! É o dia que os anjos descem armados.
Meu irmão, ele pisou na igreja… PISOU! Nem deu tempo de sentar! O pastor, que já tava no modo profeta, apontou pra ele lá do púlpito e gritou:
(Usa uma voz grave e firme imitando o pastor.)
— “A METRALHADORA DE JEOVÁ!”
(A personagem imita o som da metralhadora, mexendo as mãos.)
— TÁ-TÁ-TÁ-TÁ-TÁ-TÁ-TÁ!!!
Irmão, o fogo desceu. Ele foi cambaleando pra trás igual quem tomou um coice do Espírito Santo… e caiu! PÁÁÁH!
Nessa hora, eu fiquei desesperado. Eu pensei: “Morreu! Vai dar reportagem amanhã: Jovem cai fulminado no culto da libertação!”
Mas não… foi só processo.
Lá pelo fim do culto, ele acordou. Leve. Parecia que tinha tomado um banho no Jordão. Olhou pra mim com uma cara de quem tinha visto Jesus e não sabia nem o que falar. Só conseguia balbuciar:
— “Rapaz… Que culto é esse?”
Eu sorri e disse:
— “Sexta-feira, irmão. É o dia do confronto.”
E você que tá me ouvindo aí, que tá resistindo igual ele, eu te digo: não subestime a Assembleia, não! Porque uma hora… a metralhadora de Jeová vai te pegar!
Título: Grupo de WhatsApp da Igreja Não Dá!
Gente, vou falar uma coisa pra vocês: grupo de WhatsApp da igreja… NÃO DÁ! É um caos, um caos! Eu entro lá todo dia na esperança de alguma coisa útil, mas o que acontece? São 25 assuntos por minuto! É uma confusão, parece que ninguém ali dorme, só eu!
Primeiro, a senhorinha do coque, sempre ela. Seis da manhã, chova ou faça sol, ela tá lá, firme e forte, mandando um “BOM DIA” com um meme brilhando… cheio de estrelinhas, flores girando, anjos flutuando. Eu não sei nem como o celular dela aguenta aquilo. Dá até medo de abrir e cair um glitter na cara.
Só que o caos começa depois. Porque, logo em seguida, alguém manda um “Parabéns pro fulano, muitos anos de vida!”. Aí você pensa: “Ok, parabéns, normal”. Mas dois minutos depois, vem uma mensagem assim, SECA, do nada: “Meu pai morreu.”
… como é que você responde isso? Porque, olha, o clima muda, o Espírito Santo já até abaixa o volume. Começa aquela sequência:
— “Meus pêsames, irmã, força em Cristo.”
— “Que Deus conforte sua família.”
Aí aparece o irmão ATRASADO, que não leu nada antes, e comenta:
— “Parabéns, fulano! Muitas bênçãos na sua vida!”
Pelo amor de Deus, irmão! Lê o histórico antes! Você tá dando parabéns em cima do luto dos outros! Aí fica aquele climão… O povo tenta consertar, mas não tem como.
E quando a gente acha que acabou, do nada, sem aviso prévio, alguém joga no grupo:
— “Vaga de emprego: quem tiver precisando, chama no privado.”
Vaga de emprego! No meio dos parabéns e dos pêsames! Eu fico imaginando: o que que passa na cabeça dessa pessoa? Tá todo mundo triste ou perdido, aí ele manda:
— “Se alguém tiver precisando trabalhar…”
E aí o diácono, que não perde uma oportunidade, já responde na hora:
— “Tô precisando de alguém pra ajudar a limpar a igreja amanhã.”
(Cara de “desespero”, olhando para o público.)
Aí meu filho, é batata. O SILÊNCIO PREVALECE. Todo mundo some! Ninguém lê mais nada, ninguém reage. Parece até que o grupo morreu junto com o pai da irmã.
Só volta a atividade no dia seguinte… com quem? Ela mesma: a tia do girassol na foto do perfil, mandando outro “BOM DIAAAA” todo colorido.
E assim segue a vida no grupo: o caos, a vó do coque, os memes brilhando e eu ali, arrependido, mas sem coragem de sair porque vai que eu sou tirado da lista de oração, né?
textos: Felipê Aguìar
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirObrigada por partilhar esse tesouro, rindo muito aqui do primeiro texto, aprender a fazer pedido 🤣🤣🤣
ResponderExcluirAmei, muito bom!!
ResponderExcluirSenhooor, eu recebi o seu chamado e vou gravar o primeiro monólogo. 🙏🏻✨😅🤣🤣
ResponderExcluirMeu próximo monólogo vai ser a Metralhadora de Jeová. Amei!!
ResponderExcluirOba, já vou decorar pra fazer o exercício! Gostei do primeiro, depois se puder vou te mandar! Obrigada pelos textos! Abraço
ResponderExcluirGeniaaaal o texto " Grupo de whatsapp da Igreja não dá"!
ResponderExcluirGrupo de Igreja e família ( extensiva, parentes) é exatamente isto !
Parabéns por mais um texto de excelente qualidade,, , Felipe !