Ok, então… eu sei o que você está pensando. ‘Vitor, você é um cara legal, é só se abrir mais, ser mais confiante.’ Mas não é tão simples assim, certo? Porque, olha, todo mundo ao meu redor parece ter as coisas tão… claras. Todo mundo parece saber o que está fazendo. Tipo, a Tina? Ela já tem um plano de vida, ela é forte, independente… parece saber exatamente o que quer. E aí tem o Eric, que vive a vida dele sem se preocupar com o que os outros pensam. E eu? Eu sou aquele cara que ainda está tentando entender o básico das coisas, e isso me deixa… me deixa um pouco perdido.
E eu sei, parece patético, né? Porque, claro, eu tenho esse consultório clandestino de terapia sexual para os meus colegas, onde eu dou conselhos e tento ajudar todo mundo a se entender melhor. Mas, adivinhem? Eu sou um desastre nisso. É muito fácil dar conselhos para os outros, quando você mal consegue lidar com seus próprios sentimentos, com a vergonha que dá só de olhar nos olhos de uma garota e achar que está prestes a cometer um erro… de novo.
Às vezes, eu fico me perguntando se as pessoas realmente acreditam no que estou dizendo, ou se elas estão só, tipo, sendo educadas. E, não sei, talvez eu devesse parar de tentar ser esse… ‘sábio’. Talvez o segredo seja só… ser mais normal? Porque, honestamente, todo esse negócio de ‘eu sou o cara que sabe tudo sobre sexo’ só me faz parecer mais… estranhamente inútil quando o assunto é minha própria vida amorosa.
Eu fico ali, todo torto, sem saber se estou fazendo a coisa certa, ou se eu estou apenas sendo mais uma versão de mim mesmo que não tem coragem de falar sobre as coisas de verdade. Porque é isso que acontece, né? Quando você não sabe o que está fazendo, você começa a se esconder atrás das palavras, das teorias. E quem me dera se fosse tão fácil aplicar os conselhos dos outros na minha própria vida… mas não é.”
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